Entre no digital , nem que seja de forma clandestina

Durante a coletiva de imprensa, que aconteceu hoje (04) em São Paulo, Cassio Dreyfuss, VP do Gartner no Brasil, deu um alerta para os gestores de TI: “Façam alguma coisa, criem projetos digitais nem que seja de maneira 'clandestina' no seu departamento e depois mostre aos diretores de negócio o que está sendo feito e os resultados desse projeto. O importante é não ficar parado”, aponta o analista durante a conferência Data Center, Infraestrutura e Operações de TI. Segundo ele, o cenário macroeconômico no Brasil está impactando negativamente as iniciativas de digitalização das empresas, uma pressão global em que todos estão sofrendo as demandas por inovação. “Vivemos uma espécie de paralisia pânica no País e estou insistindo muito com os clientes de que devemos seguir em frente. A concorrência é global e as empresas nacionais não podem perder esse momento por causa da crise. O mundo não vai esperar o Brasil se recuperar”, acrescenta. CIO está preparado? Segundo Cassio, o CIO está na linha de frente dessa transformação da TI, não só pelo digital, mas também por performance e redução de custos. Para ele, o CIO brasileiro está em um momento decisivo: ou vai para o caminho mais técnico liderando operações e infraestruturas, que são importantes e estão no topo das prioridades das empresas, ou segue a jornada do digital ajudando as organizações a criarem novos modelos de negócio. “Em uma recente pesquisa que divulgamos, as expectativas de CEOs e CIOs da América Latina estão divergindo. Os CEOs são mais direcionados para o digital e eles acham que apenas um terço dos CIOs estão preparados para liderar os negócios nessa transformação. Por isso batemos na tecla de que o CIO terá que escolher qual caminho seguirá daqui pra frente, pois são perfis distintos para demandas diferentes”, completa. Caminho das pedras O CIO que seguir pelo caminho da eficiência operacional, segurança, disponibilidade e infraestrutura será de grande importância para as companhias. E para fazer isso acontecer, o Gartner acredita que os gestores de TI devem seguir duas agendas paralelas: desenhar um programa de otimização de custo e avançar nos modelos digitais. Dreyfuss aponta que essas iniciativas não são incoerentes, pois trata-se de uma visão holística do negócio cortando gastos onde é possível e inovando nas demandas mais urgentes. Na visão do Gartner, a gestão de custo pode seguir quatro pontos principais: cortes emergenciais para dar fôlego de sobrevivência à organização; cortes seletivos, onde dá para escolher o que pode ser cortado sem impacto no negócio; previsão de custos com entrega de valor; e investimentos em áreas específicas que podem trazer economias no futuro. “Uma das coisas que eu gosto de destacar é a análise profunda desse programa de redução de custos e o CIO deve fazer duas perguntas: Qual é o valor que essa iniciativa traz para a organização? Qual é o efeito sobre a organização? Isso deve ser feito diariamente em todas as frentes em que a TI atua. Dessa maneira, encaixamos o programa de otimização em uma visão ampla do negócio, dando espaço para a inovação digital”, completa Dreyfuss. Fonte: http://www.decisionreport.com.br/